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Dec. 18th, 2009

nham

Balanço de 2009

Está chegando janeiro. Vou para alguma república em Belo Horizonte pela última vez. Ainda não sei qual e não sei por que cargas d'água estou adiando a procura. Julho e janeiro passados cada um fiquei em um lugar diferente. E que saco janeiro passado! Não pelo lugar, que era melhor que o de julho, mas pelas coisas que me aconteceram lá. Dei pra quem não queria dar e não peguei quem eu queria pegar. Fora alguns terrores psicológicos que rolaram com esta última pessoa. E, quanto a outra... Não foi a primeira vez que me deitei com quem eu não gostava, mas foi a primeira vez que não saí de lá orgulhosa pela diversão ou pelo acréscimo de mais uma aventura da qual me lembrar. Mas pelo menos não gerou a droga que nasce dessa suposta intimidade.

Intimidade pra mim nunca foi sexo. Tem tanta gente que faz sexo com quem não conhece e/ou com quem não confia. Intimidade era você ter a tranquilidade de dormir - dormir mesmo - ao lado de alguém que você sabe que não vai se aproveitar da sua inconsciência para aprontar com você. E sabe qual a tosquice maior? Eu passei a noite lá. Eu dormi. E nem por isso criei a mínima intimidade com a criatura em questão. (Desconstruí minha teoria, vou ter que criar outra.) Deve ser porque era de escorpião. Ou porque era estranha mesmo.

Logo na volta pra cá, Krishna entrou na minha vida e eu comecei a fazer ioga. Era como se ele me socorresse do trauma de janeiro e me preparasse para o que me avisou em abril que viria em junho.

Em abril eu fui pra Brasília, para a casa de umas meninas feministas militantes do mundo gay e da raça negra. Curti, matei as saudades da minha cidade, quis voltar logo. Agora tem metrô. Lá tem peixinhos em laguinhos de prédios novos, borboletas azuis no meio do concreto, macarrão em carrinho de cachorro-quente, pirâmides por toda a parte, e uma aura de legião urbana em cada canto do cerrado que recobre solos repletos de cristais. Voltei sob o conselho de deixar pra lá as minhas panelas que pedi para alguém guardar.

No começo de junho perdi o grande amor da minha vida para sempre, a única pessoa da qual eu tinha certeza ter sido alma-gêmea, mesmo que tenhamos mais do que uma. Perdi-a para a morte. Mesmo quando a gente é burra de terminar uma vez e de perder a segunda oportunidade, a esperança de o tempo resolver as coisas e a sua situação financeira e você conseguir propiciar uma nova chance ainda existe, mas quando a pessoa vai embora do mundo, a gente fica sem norte. Ao menos tive tempo de conversar com ela antes que partisse sem saber que ainda me importo.

Em julho eu cheguei a BH logo vendo os animais de hábito noturno numa expedição do zoológico. Em grande parte das vezes, bicho é melhor do que gente. Bicho não sacaneia. Bicho é mais "humano". Pois é. Passei a mão numa piton branca. Não tenho medo. Perigoso mesmo era continuar convivendo com a cobra da qual me livrei meses depois e que se dizia minha amiga.

Dei uma escapada para o Espírito Santo. Vitória, Serra, Vila Velha, tudo em um fim de semana. Foi o que me salvou. Estar com gente que me faz sentir à vontade e transparente. Depois voltei para BH e os livros e aulas foram a minha principal companhia. A gente também vai aprendendo a topar qualquer parada e ao mesmo tempo seguir suas entranhas quando a vontade é de não sair.

Quando voltei, o centro de ioga havia fechado e eu parei. Tentei continuar em casa, mas tão rápido quanto deixei Krishna entrar, ele também teve a liberdade de sair.

Outubro: São Paulo. Meu paraíso na terra. Tanta gente foge para a praia ou pro interior, eu fujo pra metrópole. Eu invado o ritmo marcado e o fluxo constante das linhas irregulares daquela capital. Divido-me entre pessoas do passado, do presente e do futuro, entre as pessoas que me conhecem e as que conhecem meu alter-ego, e - naquela imensidão de gente - ainda consigo quase cruzar as duas coisas no terceiro dia. Lá nem sinto a falta de floresta que sinto aqui. Lá tem parque e tem bosques de luz. E tem gente que eu acredito que goste de mim sinceramente. Gente que pensa parecido.

Vem novembro, e eu ando de ambulância pela primeira vez. Do nada tive vontade de desmaiar no meio da aula. E quase desfaleci mesmo. É engraçado essa palavra, né? 'Des-falecer' não é deixar de falecer. Ou é?

E então a correria de fim de semestre em novembro e uma aula experimental de kickboxing em dezembro. Estou sem preparo físico quanto ao fôlego e tudo o mais, mas em técnica de luta eu fui elogiada. Ainda assim, não gostei da modalidade; prefiro as artes marciais mesmo.

Escrevendo a segunda monografia, transformando o fórum em um site novamente e acrescentando coisas novas, fui ocupando minha cabeça para não adoecer. Às vezes entendo o que vim fazer em São Luís, às vezes não. Para alcançar algumas coisas a gente paga o preço de perder outras.

Não sei mais por que estou escrevendo tudo isso. Talvez para nada. E talvez nem seja para mim.

Aliás, quando falo de mim, me refiro ao meu conjunto de eus ou a uma delas em particular? Ah, tanto faz. Todas estão sem planos para 2010...

Dec. 17th, 2009

hi

alex decides not to die

Eu sei que o mundo real não é de fato o mundo real, mas ele é o mundo onde fomos colocados, e se eu sair do tabuleiro não tem como os deuses ou os destinos mexerem as peças pra mim. Por isso eu fico e vejo que figura vamos ter formado juntos no final.

-~x~-

I know the real world isn't actually the real world, but it is the world where we were put, and if I leave the board it will not be possible to the gods or the destinies move the pieces to me. So I stay and see which picture we'll have composed at the end.

Dec. 8th, 2009

ali-oculos

raposinha é meu óvulo

Quando a gente é jovem, a gente acha lindo a história da Raposa de "O Pequeno Príncipe" sobre tornar-se responsável por quem se cativa. Mas vou te dizer: com o tempo ela dá raiva. Não pela repetição, mas por se voltar contra nós.

As pessoas que nos "cativam" começam a nos abandonar, a nos trair, a nos magoar, a nos decepcionar, a nos humilhar, a nos surpreender no mau sentido, e aí... os "campos de trigo" que lembram os "cabelos louros" desses vários "pequenos príncipes" da nossa vida começam a ser um símbolo de dor. Não é mais uma saudade com a ideia da presença, e sim uma lembrança viva do sofrimento que a pessoa nos trouxe. Tem músicas que você não consegue mais escutar, tem coisas pras quais você não suporta olhar, tem filmes que você não é capaz de ver sem querer chorar (e não é de emoção catártica, e sim de desespero). Você tem sorte se consegue desfazer a conexão entre o objeto e a lembrança, ou associá-lo a outra pessoa/coisa mais prazerosa.

Eu não quero mais associar as coisas às pessoas e depois vê-las me magoando e nunca mais poder ter contato com a coisa associada. Quero que apenas as coisas dela me lembrem dela e quero ter a habilidade de - quando não conseguir evitar uma letra de música óbvia para o nosso caso - ver os textos como coisas que servem para várias pessoas e não apenas ela.

Quero, acima de tudo, acreditar que virão outras pessoas melhores e com mais sensibilidade para perceber o valor de quem lhes dá a mão...

---

When we are young, we think the story of The Little Prince's Fox about becoming responsible for what you tame is beautiful. But I'll tell you: as time goes by, it makes you angry. Not because of the repetition of it, but because it turns against us.

People who "tames" us start to leave us, to betray us, to hurt us, to disappoint us, to humiliate us, to surprise us in a bad sense, and then... the "wheat fields" which remind us of the "golden hair" of these "little princes" of our life start to be a symbol of pain. It's not something who gives you the idea of the presence of the one you're missing, but an alive memory of the suffering this person brought us. There are songs you can't listen to anymore, there are things you can't stand looking at, there are movies you are not able to watch without wanting to cry (and not because of a catarthic emotion, but because of a despair). You are lucky if you're able to undo the conection between the thing and the memory, or associate it to another person/thing, a more pleasurable one.

I don't want associate things to people and then see them hurting me and never again being able to keep in touch with that linked stuff. I want that only her/his things remind me her/him, and I want to have the ability of - when I can't avoid obvious song lyrics to our case - seeing the texts as things which can fit a lot of people and not only she/he.

I want, above all of this, believe that better people will come to me, and they'll be more sensible to recognize the value of who reachs the hand out for them...

Dec. 7th, 2009

cafe

marilyn de novo e sempre

-about being alone-
~sobre ser/estar sozinha~

"I restore myself when I'm alone."
Eu me restauro quando estou sozinha.

"It's better to be unhappy alone than unhappy with someone - so far."
É melhor ser infeliz sozinha do que infeliz com alguém - até agora.

"It's often just enough to be with someone. I don't need to touch them. Not even talk. A feeling passes between you both. You're not alone."
Normalmente já é o bastante estar com alguém. Eu não preciso tocá-los. Nem conversar. Um sentimento passa entre vocês. Vocês não estão sozinhos.
marilyn

Música que me retrata ultimamente

"Já não sei dizer se ainda sei sentir
O meu coração já não me pertence
Já não quer mais me obedecer
Parece agora estar tão cansado quanto eu
Até pensei que era mais por não saber
Que ainda sou capaz de acreditar
Me sinto tão só
E dizem que a solidão até que me cai bem

Às vezes faço planos
Às vezes quero ir
Pra algum país distante
Voltar a ser feliz

Já não sei dizer o que aconteceu
Se tudo que sonhei foi mesmo um
sonho meu
Se meu desejo então já se realizou
O que fazer depois
Pra onde é que eu vou?

Eu vi você voltar pra mim..."

(Dado Villa-Lobos; Marcelo Bonfá; Renato Russo)

http://www.youtube.com/watch?v=uL7XIg7_ipY

Dec. 6th, 2009

hi

2 anos e 2 meses depois

estou mais ou menos de volta aqui

e com mood-theme da marilyn \o/

Oct. 8th, 2007

lendo

Just for my records.

Não vou deletar o LJ (de novo) nem voltar a escrever aqui. Vou deixar alguns posts fechados só pra mim, a título de arquivo. Adeus. Auf wiedersehen.
(Quem quiser meu blog novo, fale comigo no MSN e eu penso se passo.)

I'm not going to delete the LJ or write back here anymore. I'm going to leave some posts closed for my eyes only, just to keep a file. Good-bye. Farewell.

Oct. 5th, 2007

lendo

será q me encontrei? rsrs :p

"O Sociopata é o indivíduo que despreza as leis, vivendo suas próprias regras. O Sociopata despreza a sociedade, e a vê como estúpida e desprezível. Para ele, só existe o lado negativo da sociedade.
Aspectos essenciais:
* Insensibilidade aos sentimentos alheios.
* Atitude aberta de desrespeito por normas, regras e obrigações sociais de forma persistente.
* Estabelecimento de novos relacionamentos com facilidade, e dificuldade de mantê-los.
* Baixa tolerância à frustração, com rompantes de agressividade e violência.
* Incapacidade de assumir culpa, ou de aprender com punições."
(Wikipedia)

A diferença de nós para um sociopata (patológico) é sabermos controlar nossos impulsos. Saber pisar no freio.

Oct. 4th, 2007

ali-oculos

Vamos lá, viajar...

Então...

Por que eu gosto das pessoas com alma de artista? Por que neste mundo pós-moderno uma conversa com eles é tão importante? Por que existe essa nossa necessidade de sentir a verdade de uma forma mais profunda e ao mesmo tempo que a possamos compreender lógica e racionalmente? Por que queremos algo que seja ao mesmo tempo estético para os olhos e significativo para a alma, além de intenso (ou pelo menos marcante) para o coração?

Por que a beleza do mistério nos atrai (e isso inclui o mistério de uma pessoa real por trás destas telas frias e que ao mesmo tempo faz mais parte do nosso dia-a-dia do que a turminha da nossa cidade)? Por que essa nossa necessidade não apenas de dizer as coisas, mas também de expressá-las, para fazermos nós mesmos acreditarmos no que estamos falando? Por que acabamos construindo pequenos universos (comunidades) que interagem com a nossa mensagem, se adaptam ao nosso estilo, e nos tratam como nos refletimos para eles?

Enquanto lá fora existe a natureza e as pessoas pobres, aqui nos deparamos com estrangeiros e "alienígenas" (uma definição oficial de "pessoas que não conseguimos entender", coisa que muitas vezes temos vontade de desistir de fazer). E o artista é alguém fora de seu tempo, nem idoso, nem criança. A História foi se desenvolvendo até essa nossa "Idade do Plástico", a qual é uma consequência do comportamento humano descartável, onde tudo é rapidamente substituído (incluindo as pessoas) porque perdem sua utilidade.

Como então ainda assim queremos entender os artifícios que nossos 'internéticos' interlocutores usam para nos dizer o que pensam e querem? Será que realmente querem alguma coisa? Eu digo que eles um dia - não muito distante - estarão ultrapassados, pois acabaremos girando na espiral; para um ponto superior em nível, mas no mesmo espaço retilíneo paralelo de um estágio anterior. Vamos voltar a ser uma coisa só e, cada vez mais, cada pedaço dessa coisa - cada um de nós - vai afetar os outros quando modificar a si mesmo.

Não sei se me fiz entender. Ou se sou mais um dos alienígenas...



"Não é belo todo e qualquer mistério? E o maior mistério é não haver mistério algum." (Legião Urbana)

Oct. 2nd, 2007

back-colors

unsent

"Dear ___, we learned so much.
I realize we won't be able to talk for some time, and I understand that as I do you.
The long distance thing was the hardest, and we did as well as we could.
We were together during a very tumultuous time in our lives.
I will always have your back and be curious about you, about your career, your whereabouts."
(Alanis Morissette)

isn't it ironic?

Oct. 1st, 2007

marilyn

o mês e outras coisas terminaram

Alex is single.
And not looking.
That's all I have to say for now.

O curioso é que, durante o processo, escutei algo que eu mesma teria dito para outra pessoa: "Eu quero te dar o meu amor e você não aceita."

É, o mundo dá voltas.
E nós seres humanos - que nos achamos senhores do mundo - só sabemos dar uns pulinhos.

"I'm lost! I'm scared! I feel like I'm disappearing! I'm getting old! Nothing makes any sense to me!" (Eternal Sunshine of the Spotless Mind).

Acho que são muitos investimentos que não dão certo, um após o outro, que estão me fazendo desacreditar da vida.
Investi seis anos num namoro, não deu certo. Investi dinheiro e seis meses num consultório, não deu certo. Investi meses preparando aquela maldita aula pro emprego na faculdade, não deu certo (mesmo eu sendo a melhor, era questão de 'quem você conhece'). Investi em dar aulas de inglês e coordenar o curso por dois anos, não deu certo. Investi em uma pessoa, não deu certo. Não posso continuar a investir na outra agora. Preciso de uns dois meses para me reestruturar. Ainda bem que minha terapia foi antecipada de quarta-feira para hoje. Será que um dia alguma coisa vai dar certo?
"Será que existe alguém ou algum motivo importante que justifique a vida ou pelo menos este instante?" (Kid Abelha)

O pior de tudo é estar perdida e ver alguém do passado se aproveitando para voltar e tentar me confundir ainda mais.

Eu quero ficar um tempo sozinha. Eu e meu alter-ego.
Mas, como diria a música do Legião, ainda preciso de "oxigênio, amigos, dinheiro e carinho".



PS.: Parece que o braço sara bem mais rápido do que o coração.

Sep. 17th, 2007

marilyn

Mais 10 da Marilyn...

Essas não foram do livro, mas do marilynmonroe.com :

"I am not interested in money. I just want to be wonderful."
Não estou interessada em dinheiro. Só quero ser maravilhosa.

"No one ever told me I was pretty when I was a little girl. All little girls should be told they are pretty, even if they aren't."
Ninguém nunca me disse que eu era bonita quando eu era garotinha. Todas as garotinhas deveriam ouvir que elas são bonitas, mesmo quando não são.

"I have too many fantasies to be a housewife. I guess I am a fantasy."
Eu tenho fantasias demais para ser uma dona de casa. Acho que eu mesma sou uma fantasia.

"I don't mind living in a man's world as long as I can be a woman in it."
Não me importo de viver em um mundo de homens, contanto que eu possa ser uma mulher nele.

"That's the trouble, a sex symbol becomes a thing. But if I'm going to be a symbol of something, I'd rather have it sex than some other things we've got symbols of."
Esse é o problema, um símbolo sexual se transforma em uma coisa. Mas se eu vou ser um símbolo de alguma coisa, eu prefiro ser sexual do que outras coisas para as quais temos símbolos.

"I am invariably late for appointments--sometimes as much as two hours. I've tried to change my ways but the things that make me late are too strong, and too pleasing."
Eu invariavelmente me atraso para os compromissos. Às vezes até duas horas. Eu tentei mudar minhas maneiras, mas as coisas que fazem eu me atrasar são fortes demais e prazerosas demais.

"[Hollywood is] a place where they'll pay you a thousand dollars for a kiss and fifty cents for your soul."
Hollywood é um lugar onde eles te pagam mil dólares por um beijo e cinqüenta centavos por sua alma.

"I don't mind making jokes, but I don't want to look like one."
Não me importo em fazer piadas, eu só não quero parecer uma.

"I knew I belonged to the public and to the world, not because I was talented or even beautiful, but because I had never belonged to anything or anyone else."

Eu sabia que pertencia ao público e ao mundo, não porque era talentosa ou linda, mas porque eu nunca tinha pertencido a nada ou a ninguém mais.

"It's all make believe, isn't it?"
É tudo faz-de-conta, não é?

Sep. 15th, 2007

marilyn

Estou lendo um livro sobre ela e adorei isto:

"Os homens em geral são tão grosseiros que as mulheres merecem mesmo tudo o que conseguem tirar deles." (Marilyn Monroe)
marilyn

tempo para decidir o q fazer da vida

"Pra pensar em ser humano, quero estar longe de tudo.
Quero um momento só pra mim.
Eu quero um pouco de sossego,
Cruzar as pernas e viver na minha esquizofrenia,
Aprendendo novos rituais.
Pra inventar um novo mundo, quero estar longe de tudo.
Quero um momento só pra mim...
"
(Kid Abelha)

Sep. 14th, 2007

marilyn

"Coincidências e Confirmações..."

Não se assustem, minha vida costuma ter isso. Vou citar resumidamente 2 das minhas 5... sincronicidades da última semana:

# De quinta para sexta-feira da semana passada, joguei o tarô mitológico e a primeira carta que saiu foi uma relativa à viagem de Jasão, que continha uma figura com um navio ao fundo e - em primeiro plano - o mar com dois golfinhos, em determinada posição (um maior em cima e um menor embaixo). Sexta-feira perto do meio-dia, minha mãe me traz da praia um colar com dois golfinhos do mesmo jeito da carta que ela nunca viu (porque ela nem sabe que eu tenho nem que jogo, já que ela é católica. E não, não tenho nem nunca tive nada com golfinhos para ela achar que eu iria gostar por causa deles). Pesquisei golfinhos depois e vi que eles eram um dos símbolos de Poseidon (o qual também tem um epíteto ‘Taureos’, meu signo). No livro “Cartas Xamânicas”, de Jamie Sans, fala que o golfinho (pelo ritmo de como respira fora/dentro d’água) tem a ver com nossos ritmos internos e energia da natureza, e que é ele que nos dá a faculdade de acessar a dimensão dos sonhos. Diz que quando ele aparece na nossa vida, ele traz respostas para destruirmos barreiras que nos impeçam de nos conectarmos com os sonhos e a “nação das estrelas”.

carta: golfinhos-carta colar: golfinhos-colar
 
# De segunda para terça-feira, sonhei com um lugar estranho que era tipo a escola de inglês onde eu trabalhava, mas ficava em outro país, fui para o lado de fora, próxima a uma mesa redonda perguntar que lugar era aquele. As mulheres de lá usavam um lenço na cabeça, uma delas era a secretária da escola daqui. A água se ergue e forma um rosto com aparência de ira, mas eu não tinha medo, porque era tipo como Poseidon. Ele dizia que aquele lugar estava condenado, não com estas palavras, mas falando o nome do lugar e uma palavra tipo podridão ou algo assim. Eu então me abaixava na areia e batia no chão falando três vezes o nome do lugar e a palavra que ele usou. Já que eu sabia que eu não pertencia àquele lugar porque estava sonhando, não tinha medo, mas sabia que tinha que falar três vezes para se confirmar. Terça-feira eu fui receber meu dinheiro na escola e houve uma baita discussão onde estavam presentes quatro mulheres: eu, a secretária do sonho, a chefa, e a minha colega que surpreendentemente me “traiu” de um jeito que eu jamais esperei. Vai ver as mulheres do lugar (as daqui, no sonho) usam lenço na cabeça por algum motivo indigno. Eu não pertenço mais a aquele lugar condenado e isso está confirmado. Decidi que ia pedir demissão na quarta-feira.

Sep. 12th, 2007

marilyn

fim de um ciclo

Pedi demissão do meu emprego.
Não quero entrar em detalhes, mas não fiz nada errado, eles é que não prestam e eu já não agüentava mais.
Sem dinheiro, mas livre, afinal.

Não que eu não tenha mais vínculo e deveres com mais nada deste mundo, mas... É melhor assim.
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Sep. 9th, 2007

marilyn

oi oi oi

Fiz um 'mood theme' de Greek!
Foi ralado descobrir como colocar aqui no [info]lili_larter, porque eu criei no [info]greekbrasil e só aparecia a opção lá, como 'personal mood themes', mas um user da comunidade [info]greekfans me deu um empurrãozinho e eu consegui fazer o resto pra poder usar aqui! Aí tive que escrever um tutorial pra ensinar o resto da galera a pegar o mood pra eles do jeito que eu fiz... rsrsrs!

Ah, fiz também um modelo de camiseta, só de brincadeira, da irmandade Zeta Beta Zeta. Vejam AQUI.

Sep. 7th, 2007

marilyn

sexta de feriado

Acordei com o telefone do meu quarto tocando. Era engano. O cara diz "te acordei, né? pela voz..." eu "foi" ele "desculpe". (...) Almocei na praia. Assisti uns dvds de tarde.

Já meio que me enchi da loirona, hoje saímos com a galera rapidim de noite e vi que ela não faz muito meu tipo mesmo não. E olha que nem cheguei a ter nada com ela. Acho que deve ser porque ninguém se compara à pessoa que vc ama.
Depois conheci um carinha de cavanhaque. Só que nem deu tempo de conversar com ele, porque a galera foi corrida pra casa pelo pai de uma delas, e o resto não queria sair sem ela porque iam pegar carona com ela e blablabla. Saco. ¬¬

Mudando de assunto... Saudade de alguém. Tava ouvindo um cd de mp3 do legião e tocou assim: "Será que você vai saber o quanto penso em você com o meu coração?"... Quase chorei.

Vou ser curta nos posts agora, quem sabe assim vcs nao têm preguiça de ler e comentam. ;-p~ hehe

Sep. 6th, 2007

marilyn

Comprar, comprar, comprar...

Como andei observando que muitas de vocês (e eu também) adoram umas comprinhas, trouxe essa matéria que li numa revista, tirando só as partes que nos interessam. Hehehe!

Vamos lá à nossa consumoterapia:

LOUCOS POR COMPRAS
(reportagem de Paola Emilia Cicerone, super-resumida por mim)

Prazer, necessidade, paixão ou doença?

    Há pessoas que compram por qualquer motivo: quando se sentem muito bem, quando se sentem muito mal, para se consolar após uma discussão ou como recompensa por um trabalho realizado. O impulso atinge especialmente jovens em conflito com a própria imagem.
    Na Europa do século XIX, início do XX, as lojas de departamentos foram os primeiros espaços públicos onde as mulheres puderam andar sozinhas. Comprar, então, passou a ser considerado um acontecimento social, e foram criadas áreas comerciais para atrair as pessoas. Até os meios de transporte público foram criados para "levar o consumidor pros mercados".
    No livro "I love shopping" (Sophie Kinsella) fala sobre uma jovem dominada pelo desejo de posse. O consumo compulsivo também foi tema do filme "The shopaholics" (2006).
    A curiosidade que nos leva a andar pelas lojas está ligada a instintos ancestrais de caçadores e coletores; agradam-nos a procura, a exploração, o desafio. Por isso que muitas pessoas fazem verdadeiras expedições em busca de algo único; descobrem "territórios de caça", como uma loja original partilhada só entre amigos íntimos, por exemplo. As compras ajudam a construir uma imagem melhor de nós mesmos. Gostamos de bens que nos auxiliam a projetar o perfil desejado. O que as pessoas compram não são só objetos, mas símbolos capazesde transmitir informações sobre sua identidade ou sobre o grupo ao qual desejam pertencer.

Sep. 5th, 2007

marilyn

Piadas de psicólogo.

# Os psiquiatras dizem que 1 entre 4 pessoas é mentalmente doente. Cheque três amigos. Se eles estiverem bem, essa pessoa é você.

#
O que os psicólogos dizem quando se encontram? -"Você está bem. Como eu estou?"

#
Quantos psicólogos são necessários para trocar uma lâmpada?
- Nenhum. A lâmpada irá mudar ela mesma quando estiver pronta.
- Só um, mas a lâmpada realmente tem que querer mudar.
- Só um, mas isso vai levar dez sessões.
- Quantos VOCÊ pensa que são necessários?
- Há quanto tempo você tem tido essas fantasias?

# Psicologia é na verdade biologia. Biologia é na verdade química. Química é na verdade física. Física é na verdade matemática. Matemática é na verdade estatística. Estatística é na verdade psicologia.

#
Neuróticos constroem castelos no céu. Psicóticos moram nesses castelos. Psiquiatras coletam o  aluguel.

#
Um psicótico pensa que 2 e 2 são 5. Um neurótico sabe que 2 e 2 são 4, mas ele odeia isso.

# Mesmo que eu tenha múltiplas personalidades, nós estamos todas muito bem.

# Eu não sofro de insanidade, eu aproveito cada minuto.

# Por que a célula foi ao psicólogo? Porque ela tinha complexo de Golgi.

#
Por que a psicanálise funciona melhor com homens q com mulheres? Porque quando se pede para eles voltarem à infância, eles já estão lá!

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